Análise custo/benefício: deve reparar ou substituir o equipamento?

O desempenho da manutenção resulta da utilização eficiente dos recursos para manter ou restabelecer a condição de um ativo, para que ele possa cumprir a função pretendida.

 

Para atingir o nível máximo de desempenho é necessário implementar um modelo de manutenção que combine a manutenção corretiva e preventiva, articulando os diversos fatores intervenientes no processo: mão de obra, materiais, metodologias de organização, ferramentas e técnicas de execução.

 

Para isso, é imprescindível fazer uma análise custo/benefício. Esta análise avalia os custos e os benefícios relativos a uma atividade ou projeto desenvolvidos pela empresa e é muito importante para avaliar o impacto económico líquido. É utilizada com o propósito de perceber a viabilidade de um novo projeto ou atividade e tem como função auxiliar os gestores no processo de tomada de decisão.

 

Na área da manutenção, o objetivo desta análise custo/benefício consiste em determinar se a manutenção de um equipamento é viável, através da diferença entre as somas dos seus custos e benefícios. É necessário prever os seus efeitos, quantificá-los e calcular a sua rentabilidade através de indicadores de desempenho de manutenção (KPIs).

 

Existem várias categorias de KPIs – estratégicos, financeiros, de eficiência e funcionais – e para defini-los é fundamental ter em conta diversos fatores como pré-requisitos, de forma a evitar avaliações desajustadas. Os principais fatores a considerar são:

 

  • Fatores externos: condições variáveis imprevisíveis cujo controlo não está ao alcance da gestão empresarial.
  • Fatores internos: ações que estão sob o controlo da gestão empresarial, mas fora do controlo da gestão da manutenção.
  • Denominador e numerador: os indicadores devem referir-se à mesma actividade e período de tempo (ano, semestre, mês, etc.).
  • Alinhamento com a norma NP EN15341: Os indicadores podem ser usados em diferentes níveis para avaliar o desempenho de um equipamento conforme referido na norma NP EN15341.
  • Indicadores financeiros: têm em conta os diferentes custos de manutenção e podem ser comparados com os indicadores de fiabilidade ou disponibilidade dos equipamentos. Através destes últimos, calculam-se os benefícios através do crescimento dos valores gerados pela maior disponibilidade dos equipamentos.
  • Objeto da avaliação: definir a unidade de análise à qual o estudo custo/benefício será aplicado.
  • Níveis de manutenção: é necessário considerar a alternativa de “não se fazer nada” para cada equipamento; a alternativa de se fazer “o mínimo” e a alternativa de se fazer “alguma coisa”, incluindo inovação e ampliação.

 

Os 5 níveis de Manutenção segundo as normas AFNOR

 

Os 5 níveis de Manutenção, segundo as normas AFNOR, dividem-se da seguinte forma:

 

  • Nível 1 – Afinações simples previstas pelo construtor sem desmontagem do equipamento ou substituição de peças.
  • Nível 2 – Reparações através de substituição de elementos standard previstos para este efeito ou operações menores de manutenção preventiva (rondas).
  • Nível 3 – Identificação e diagnóstico de avarias, reparação por substituição de componentes funcionais e reparações mecânicas menores.
  • Nível 4 – Trabalhos importantes de manutenção corretiva ou preventiva.
  • Nível 5 – Trabalhos de renovação, construção ou reparações importantes.

 

Assim, concluímos que a análise financeira é o ponto de partida para a análise económica posterior, fornecendo todos os dados necessários em termos de inputs, outputs, os custos relativos e como estes se distribuem previsivelmente ao longo do tempo de utilização do equipamento.

 

Através dela, é possível construir as tabelas de dados para efetuar a análise dos custos, avaliar a viabilidade financeira e os benefícios financeiros (retorno financeiro do projeto e do capital). Desta forma, conseguimos obter os dados suficientes para tomar a decisão de continuar ou não a investir num determinado equipamento.

 


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